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“Professor destaca diversidade cultural da Paraíba e aponta o Cariri como região mais pulsante do estado.”

Durante a entrevista, o professor e historiador fez uma ampla análise sobre a diversidade cultural da Paraíba, destacando que o estado reúne múltiplas identidades culturais que variam conforme cada região. Segundo ele, compreender a Paraíba exige reconhecer essas diferenças e valorizar cada território dentro do seu contexto histórico e social.

Ao citar exemplos, o professor mencionou Cajazeiras, conhecida como “a cidade que ensinou a Paraíba a ler”, ressaltando a importância da educação na formação cultural do estado. No entanto, foi enfático ao afirmar que, em sua avaliação, o Cariri paraibano é a região mais pulsante culturalmente. “Ali é impressionante”, afirmou, ao destacar a força da poesia, da oralidade e da cultura popular presentes em municípios como Cabaceiras e Monteiro.

Entre os grandes nomes da cultura popular, o historiador citou Pinto do Monteiro, reconhecido como poeta, artista popular e grande conversador, além de Inácio da Catingueira, personagem histórico marcante. Segundo ele, Inácio era um escravo analfabeto que participou de uma famosa embolada contra um homem rico e venceu o duelo poético, em apresentações que duravam dias, realizadas no Beco da Feira, em Patos. Para o professor, o episódio simboliza a força da inteligência popular e da tradição oral nordestina.

O professor também destacou o papel do artesanato como elemento fundamental da cultura paraibana, citando especialmente a Renda Renascença, produzida por rendeiras do interior do estado. Ele classificou o trabalho como belo, complexo e de alto valor cultural e econômico. Ainda mencionou mestres da cultura popular, como Mestre Fuga, ressaltando a importância de discutir e divulgar obras que preservam a memória cultural do estado.

Ao ampliar o olhar para outras regiões, o historiador explicou que o litoral paraibano carrega forte influência indígena, quilombola e da cultura negra, com tradições como o coco de roda ainda presentes, mesmo que pouco visíveis. Já no sertão, destacou a chamada “sociedade do couro”, originada a partir da pecuária, marcada pela tradição do vaqueiro, da vaquejada e de uma cultura ligada ao gado e ao campo.

Por fim, o professor lembrou que o Brejo paraibano possui características próprias, influenciadas pela cana-de-açúcar, pela produção de bebidas e por uma cultura distinta das demais regiões. Segundo ele, essa pluralidade se reflete também nas artes visuais, como a escultura e a pintura, áreas em que a Paraíba possui uma produção rica e diversa.

Para o historiador, reconhecer essas diferenças é essencial para compreender a identidade paraibana como um todo: um estado plural, diverso e culturalmente rico, onde cada região contribui de forma única para a construção de sua história.

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