“Hervázio admite preferência por Pedro, mas reforça força do clã Cunha Lima com Diogo na vice — leitura dos bastidores.”

Durante evento em Campina Grande que oficializou Diogo Cunha Lima como pré-candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Cícero Lucena (MDB), o deputado estadual Hervázio Bezerra fez uma leitura direta — e sincera — sobre a escolha.
Hervázio não escondeu que sua preferência inicial era pelo nome de Pedro Cunha Lima, mas deixou claro que a indicação de Diogo não enfraquece o grupo. Pelo contrário: mantém viva a influência de uma das famílias mais tradicionais da política paraibana.
“Se não é o candidato, a princípio, dos nossos sonhos, já que eu particularmente torcia pra que essa missão viesse pra Pedro, eu lhe digo que ela satisfaz, ela nos contempla, pelo envolvimento que, com toda certeza, teremos de Pedro e do seu pai, Cássio Cunha Lima”, declarou.
Análise do Blog do Silva
A fala de Hervázio está longe de ser uma crítica — é, na verdade, um retrato fiel do que acontece nos bastidores da política.
Pedro era, sim, o nome mais “natural” para a vaga. Tem densidade eleitoral, recall e protagonismo recente. Mas política não é feita apenas de vontade individual — é feita de composição.
Ao colocar Diogo na vice, o grupo de Cícero não perde força. Pelo contrário: mantém o sobrenome Cunha Lima no jogo, garante o engajamento de Pedro e ainda preserva a influência de Cássio nos bastidores.
Traduzindo: não é a escolha dos sonhos de todo mundo, mas é uma escolha inteligente.
Hervázio, ao dizer que “satisfaz”, manda um recado claro — há unidade. E unidade em pré-campanha pesa muito mais do que preferência pessoal.
No fim das contas, o movimento mostra que o grupo está jogando no tabuleiro certo: menos vaidade, mais estratégia.



