““Presidente da ATAC, Flaviano”: apoio do Governo do Estado foi decisivo para salvar taxistas na pandemia.”

O presidente da ATAC, Flaviano Oliveira, relembrou os momentos mais difíceis enfrentados pela categoria dos taxistas durante a pandemia da Covid-19 e destacou o apoio recebido por parte do Governo do Estado da Paraíba.
Segundo Flaviano, o atendimento feito pelo chefe de gabinete do governador, Ronaldo Guerra, foi fundamental para amenizar o sofrimento de dezenas de profissionais que estavam sem trabalhar e passando por sérias dificuldades financeiras.
“A pessoa de Ronaldo Guerra nos atendeu e perguntou qual era a solicitação. Eu disse: olha, nós estamos precisando. Tem taxista que passou três meses sem sair de casa. Tem família chorando porque perdeu o pai. Tem deles que iam trabalhar com medo”, relatou.
De acordo com o presidente da ATAC, a primeira etapa da ajuda contou com a distribuição de 500 cestas básicas, número que depois chegou a quase 1.500 unidades entregues à categoria. Além disso, foi disponibilizada uma linha de crédito especial para os taxistas, com juros de 0,64%, 90 dias de carência e parcelamento em até 30 meses.
“Isso é política pública. Isso é ajudar na hora que a pessoa está precisando. É chegar com urgência”, afirmou Flaviano, ressaltando que esse tipo de ação deveria servir de exemplo para outras esferas de governo.
Ele também agradeceu diretamente ao governador João Azevêdo pelo apoio prestado à categoria. Segundo ele, além das cestas básicas e da linha de crédito, o governo distribuiu máscaras, álcool em gel e garantiu atenção especial aos profissionais que precisaram de atendimento médico.
“Quando um taxista estava na UPA precisando de transferência para um hospital especializado, tinha prioridade. A gente precisava de ajuda, e graças a Deus isso amenizou um pouco a nossa dor”, disse.
Flaviano revelou que também enfrentou a doença. “Peguei Covid. Minha esposa chorava com medo que eu não voltasse mais. Mas eu posso dizer: a luta valeu a pena.”
Emocionado, ele fez questão de homenagear os colegas que perderam a vida durante a pandemia. “Às viúvas e aos filhos, eu digo: o seu marido, o seu pai foi valente. A luta valeu a pena.”
O presidente da ATAC ainda contou um episódio que marcou a entrega das cestas básicas, realizada na Avenida Silva Marinho, no bairro de Cruz das Armas. Cada táxi saiu com 30 cestas para distribuir entre os profissionais cadastrados.
“Chegou um taxista de Corolla. Disseram: ‘ele tem condição’. Mas fazia quatro meses que o carro não estava nem emplacado, tudo atrasado. Quatro meses sem pegar uma corrida. A aparência não mostrava a realidade.”
Para Flaviano, a experiência deixou uma lição clara: políticas públicas precisam alcançar quem realmente necessita, independentemente da aparência ou da profissão.
Ele defendeu que deputados estaduais, federais, senadores, prefeitos e vereadores tenham um olhar mais atento não apenas para os taxistas, mas para todas as categorias que sustentam suas famílias com trabalho diário.
“É isso que o povo precisa. Chegar no momento certo, na hora certa. E isso foi feito pelo Governo do Estado, na pessoa do governador João Azevêdo e de Ronaldo Guerra”, concluiu.



