
O grupo criminoso venezuelano Tren de Aragua, citado recentemente pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já possui integrantes atuando em pelo menos seis Estados brasileiros, com maior concentração em Roraima, região de fronteira que recebeu grande fluxo de refugiados da Venezuela. A facção começou a se infiltrar no Brasil a partir de 2016, inicialmente misturada a migrantes, e passou a disputar territórios e expandir atividades ilícitas.
Segundo investigações da Polícia Civil de Roraima, o Tren de Aragua está presente também em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, mantendo alianças com o PCC e o Comando Vermelho. Em Roraima, especialmente em Boa Vista, a consolidação do grupo coincidiu com o aumento dos homicídios e a instalação de pontos de venda de cocaína, além do fornecimento de armas e rotas do tráfico internacional.
Além do tráfico de drogas, a facção atua no tráfico de mulheres, explorando principalmente venezuelanas em situação de vulnerabilidade, atraídas com falsas promessas de melhores condições de vida no Brasil. Investigações apontam que o grupo controla casas de prostituição e utiliza violência extrema para impor domínio, incluindo assassinatos. No fim de 2024, a descoberta de um cemitério clandestino em Boa Vista reforçou o grau de brutalidade atribuído à organização criminosa.



