Política

Preso! Segurança da prefeita Tacyanna Leitão foi preso na manhã desta quinta-feira; investigado por violência doméstica foi comandante da Guarda Municipal de Bayeux

Kleber Renato Barbosa Medeiros, ex-comandante da Guarda Municipal de Bayeux, se entregou à polícia na manhã desta quinta-feira (26). O mandado de prisão havia sido expedido na noite desta terça-feira (24) pela juíza Ana Carolina Tavares, da 5ª Vara Mista de Bayeux. Investigado por violência doméstica, Kleber descumpriu medidas protetivas determinadas pela Justiça. Ele é segurança da prefeita Tacyanna Leitão, que chegou a ser procurada pela redação, porém está em viagem internacional e preferiu não se manifestar sobre a prisão do seu colaborador.

Kléber, que acumulava a função de coordenador da Ronda Maria da Penha em Bayeux, começou a ser investigado por violências contra uma ex-namorada, incluindo crimes de perseguição e divulgação de cena íntima. Após pressão popular, ele foi exonerado do cargo em dezembro do ano passado, após o Ministério Público da Paraíba (MPPB) instaurar procedimento para apurar a conduta dele no âmbito de uma ação penal por violência doméstica.

A informação inicial era a de que ele se apresentaria espontaneamente ainda na quarta-feira (25).

Histórico do processo que levou ao mandado de prisão

Ainda no início do mês de dezembro de 2025, a 4ª Promotoria de Justiça de Bayeux recomendou à prefeita Tacyanna Leitão que exonerasse Kléber Renato Barbosa Medeiros. A decisão do Ministério Público da Paraíba (MPPB) se baseou na série de denúncias, processos e procedimentos administrativos que, segundo a Promotoria, tornavam insustentáveis a permanência dele no cargo.

Kleber Renato responde a um processo criminal na 5ª Vara de Bayeux, acusado de perseguir sua ex-namorada e divulgar fotos íntimas da vítima. De acordo com o MP, os episódios teriam ocorrido entre junho e agosto de 2025. Ele também teria usado viatura da Guarda Municipal para intimidar a mulher.

A Justiça já determinou medidas protetivas, incluindo distanciamento mínimo de 500 metros, proibição de contato por qualquer meio e suspensão do porte e da posse de arma de fogo, tanto institucional quanto pessoal.

Além da ação penal, o comandante ainda é alvo de três sindicâncias na Corregedoria da própria Guarda Municipal, incluindo uso indevido de viaturas; porte ilegal de arma de fogo; uso de fuzil institucional com munição particular; agressão a subordinados (com vídeos anexados ao processo); promoção pessoal em páginas oficiais da Guarda; descumprimento de medidas protetivas; e até tentativa de obter arma de fogo particular de subordinados.

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