“NEM 8 NEM 80: O TROPEÇO ESTRATÉGICO DE CÍCERO E A ESPERTEZA POLÍTICA DE LUCAS.”

A pré-campanha ao Governo da Paraíba começa a revelar movimentos que podem pesar lá na frente. A estratégia adotada pelo prefeito Cícero Lucena ao resgatar a polêmica fala da “lapada de cipó” acabou soando como um erro de cálculo político. A declaração trouxe à memória episódios de um passado marcado por confrontos verbais e atitudes explosivas que muitos eleitores preferem deixar para trás.
A comparação inevitável remete ao estilo de Ricardo Coutinho e, sobretudo, ao episódio emblemático envolvendo o ex-governador Ronaldo Cunha Lima, quando resolveu uma contenda política atirando contra Tarcísio Burity. Foi exatamente essa associação que o vice-governador Lucas Ribeiro soube explorar com inteligência, linkando o discurso atual ao passado turbulento da política paraibana.
No campo da comunicação, a avaliação é de que a estratégia de Cícero vem acumulando equívocos. Desde a indicação de Mofi como porta-voz nas redes sociais, a condução digital do pré-candidato tem enfrentado críticas e dificuldades em consolidar uma narrativa positiva.
Por outro lado, Lucas aparece como um contraponto: jovem, articulado, de trato fino e discurso moderado. Ainda é um nome em processo de consolidação estadual, é verdade. Mas há quem aposte que, ao sentar na cadeira de governador, a percepção pública pode mudar rapidamente.
Além disso, o atual governador João Azevêdo deixa o Palácio da Redenção com as contas organizadas e o governo estruturado. Apenas neste ano, o Estado conta com cerca de R$ 4 bilhões em caixa para investimentos e ações — um cenário fiscal considerado robusto e que pode impulsionar qualquer gestão que assumir o comando.
A disputa está posta. Entre erros estratégicos e movimentos calculados, a corrida pelo Governo da Paraíba começa a mostrar que, na política, nem 8 nem 80: o equilíbrio pode ser o diferencial.
Fonte | Programa Nem 8 Nem 80



