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Convenções chegam, mas indefinições ainda dão o tom da disputa na Paraíba.

O período das convenções partidárias começou nesta segunda-feira (20), etapa em que os partidos terão até o dia 5 de agosto para oficializar as candidaturas que estarão nas urnas em outubro. Na Paraíba, porém, as convenções chegam com um cenário curioso: apesar de uma pré-campanha longa e marcada por intensas articulações de bastidores, algumas das principais chapas majoritárias ainda estão longe de ser fechadas.

A única exceção é a do MDB, encabeçada pelo ex-prefeito Cícero Lucena, que já chega ao período de convenções com a composição definida. Vai disputar o Governo, ao lado do senador Veneziano Vital (MDB) e do deputado André Gadelha (MDB) disputando o Senado.

Nos demais grupos, as dúvidas continuam.

O PSOL ainda discute se manterá Olímpio na disputa ao Governo do Estado. O senador Efraim Filho (União Brasil) aguarda uma definição da primeira-dama de Campina Grande, Juliana Cunha Lima, sobre uma possível composição. Já o governador Lucas Ribeiro (PP) mantém em aberto a escolha de quem ocupará a vaga de vice.

No Republicanos, partido que se considera peça-chave na montagem da chapa governista, a reunião realizada para tratar do assunto terminou sem qualquer definição. Enquanto isso o PDT, de Rafaela Camaraense, e PT, da deputada Cida Ramos, seguem sonhando com a indicação. A diversidade de interessados na vaga de Lucas é uma sinalização de que o governador tem ido bem na pré-campanha.

Se as convenções prometem encerrar as indefinições sobre os nomes, elas também carregam outra expectativa. A de mudar o foco da campanha.

É que até aqui o debate político foi dominado pela disputa por espaços, pelas negociações de alianças e pela composição das chapas. Ficaram em segundo plano as propostas para enfrentar os desafios da Paraíba nas áreas de saúde, educação, segurança, infraestrutura e desenvolvimento econômico.

A partir da oficialização das candidaturas, o que se espera é que a campanha deixe de discutir apenas quem estará no palanque e passe a mostrar ao eleitor o que cada grupo pretende fazer caso chegue ao Governo.

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