Major Fábio: Eu estava até falando com Kelvin, que está me acompanhando aqui. Quando eu morava em Mangabeira VII, eu perguntava a Deus: “O que foi que eu vim fazer na Paraíba? Qual é o propósito de eu estar aqui?”
Naquela época, eu era capitão da Polícia Militar, ainda nem era major. Tinha cerca de 28 ou 29 anos. Foi então que senti Deus colocando no meu coração que eu seria deputado federal pela Paraíba. Deus não falou literalmente ao meu ouvido, mas usou circunstâncias e confirmou isso no meu coração.
Recebi essa direção em 1997. Desde então, perseverei. Quando perguntavam se eu era candidato, eu respondia que ainda não, mas que seria deputado federal, porque acreditava no propósito que Deus tinha para a minha vida.
Até hoje continuo pedindo a Deus força e sabedoria. Na política, nem sempre podemos responder tudo da forma que gostaríamos. É preciso ter estratégia, prudência e saber o momento certo de agir.
Jesus nos deixou esse exemplo. Quando entrou no templo e viu os cambistas transformando a casa de oração em um lugar de comércio, derrubou as mesas e disse: “A minha casa será chamada casa de oração.” Há momentos em que é preciso tomar uma posição firme.
Eu acredito que a política deve ser ocupada por homens e mulheres de bem. Quem rouba recursos públicos prejudica a merenda escolar, a saúde, a segurança e tantas outras áreas essenciais.
Faço sempre uma comparação: quando alguém rouba uma camisa do varal de um vizinho, todos querem identificar o ladrão e exigir justiça. Mas, muitas vezes, quando um político desvia milhões de reais do dinheiro público, ainda encontra pessoas dispostas a defendê-lo.
Essa é uma realidade que precisa mudar. A política deve ser um espaço para pessoas honestas e comprometidas com a população.

