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“As digitais do PT no caso Banco Master.”

O escândalo envolvendo o Banco Master ganhou forte repercussão política após investigações apontarem conexões entre o grupo financeiro de Daniel Vorcaro, integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, lideranças do PT e ministros do STF. O caso envolve suspeitas de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, manipulação de mercado e organização criminosa.

Entre os principais nomes citados está o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, que teria atuado como consultor do grupo financeiro de Vorcaro, recebendo cerca de R$ 1 milhão por mês. O senador Jaques Wagner também aparece nas apurações como articulador da aproximação entre o banqueiro e integrantes do núcleo político do governo Lula.

As investigações apontam que operações bilionárias de crédito consignado ligadas ao programa Credcesta, criado durante governos petistas da Bahia, abasteceram uma estrutura financeira baseada em debêntures e carteiras de empréstimos de servidores públicos. Parte dessas operações entrou no radar por suspeitas sobre a composição e as garantias dos ativos negociados.

O caso também atingiu o STF. Documentos enviados à CPI do Crime Organizado mostram pagamentos milionários do Banco Master ao escritório ligado à esposa do ministro Alexandre de Moraes. Já o escritório da família do ministro Ricardo Lewandowski recebeu cerca de R$ 6,5 milhões em contratos de consultoria com o banco.

O ministro Dias Toffoli também apareceu no entorno das investigações após referências encontradas pela Polícia Federal envolvendo operações ligadas à empresa associada à sua família. Toffoli chegou a assumir a relatoria do caso no STF, mas posteriormente deixou o processo diante da pressão política.

Com o avanço das investigações, Daniel Vorcaro acabou preso e o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master.

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