“Helena Holanda pede ajuda aos senadores da Paraíba para manter ONG que cuida de idosos e pessoas com deficiência.”

A professora e ativista social Helena Holanda fez um apelo público aos senadores da Paraíba — Veneziano Vital do Rêgo, Efraim Filho e Daniella Ribeiro — pedindo ajuda para manter de pé a ONG de sua responsabilidade, que atende idosos e pessoas com deficiência em João Pessoa.
Visivelmente emocionada, Helena relatou a situação crítica enfrentada pela instituição, que desenvolve ações de inclusão por meio da dança e também mantém atendimento clínico vinculado ao SUS. Segundo ela, sem apoio financeiro imediato, parte do trabalho pode ser interrompida.
“Temos a Companhia de Dança Helena Holanda, que está apta e funcionando. São mais de 100 pessoas atendidas, com cerca de 60 bailarinos hoje aqui. Tem idosos, pessoas com deficiência, famílias inteiras envolvidas. Isso é cuidado, é inclusão, é dignidade”, afirmou.
Além do trabalho cultural e social, a ONG também mantém uma clínica que presta atendimento pelo SUS, considerada por Helena o ponto mais sensível da crise. “Essa parte clínica é a mais grave. Se não resolver, eu vou ter que fechar, porque não temos como manter”, alertou.
Helena revelou que a instituição sobrevive hoje com ajuda improvisada e doações pessoais. “Minha filha ajuda com material de limpeza. Pessoas se sensibilizam e ajudam como podem. Eu saio pedindo. Faço uma verdadeira peregrinação na Secretaria de Saúde”, desabafou.
De acordo com a professora, a situação chegou a um nível nunca antes vivido pela ONG. “Nunca tivemos isso. Falta dinheiro para pagar funcionários, água, luz. Tudo está ameaçado. Nunca passamos por uma crise assim”, disse.
Ela ressaltou que o trabalho desenvolvido pela ONG é contínuo e essencial para dezenas de famílias, especialmente idosos e pessoas com deficiência que não encontram suporte suficiente na rede pública. “Não é um projeto de ocasião. É um trabalho diário, de cuidado real”, enfatizou.
Ao pedir ajuda aos senadores, Helena afirmou que espera sensibilidade e compromisso com causas sociais. “Essas pessoas precisam de apoio, precisam continuar sendo atendidas. A ONG existe, funciona, mas não resiste sozinha”, declarou.
Mesmo diante da gravidade do momento, Helena encerrou seu apelo com fé, mas sem tirar a responsabilidade do poder público. “Eu entrego tudo nas mãos de Deus, porque é Ele quem conduz a minha vida. Mas a gente precisa de ajuda para continuar cuidando de quem mais precisa.”
O apelo da professora escancara uma realidade que muitas vezes fica invisível: sem apoio institucional, ONGs que cuidam de idosos e pessoas com deficiência lutam diariamente para sobreviver, mesmo prestando um serviço essencial à sociedade.



