Política

Ao Vivo no Nem 8 Nem 80: Vitor Cavalcante detalha ações de reassentamento e construção de 747 moradias para famílias em áreas de risco em João Pessoa.

Durante entrevista, Vitor Cavalcante explicou as ações que estão sendo executadas em João Pessoa dentro de um programa voltado à redução de riscos ambientais e à proteção de comunidades historicamente afetadas por alagamentos.

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Segundo Vitor, foram identificadas diversas áreas de risco na capital paraibana, especialmente em regiões do complexo Beira-Rio, onde comunidades como Padre Bandeira e São Rafael sofriam impactos recorrentes sempre que havia chuvas intensas.

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Ele lembrou que, em períodos de chuva forte, essas localidades enfrentavam alagamentos severos, colocando em risco a segurança das famílias. Diante desse cenário, o programa passou a priorizar o reassentamento de moradores que vivem em áreas classificadas como de risco alto ou muito alto de inundação.

Para embasar as ações, foi realizado um estudo técnico de longo prazo, que analisou os impactos das chuvas, da mudança do nível do mar e das alterações climáticas ao longo dos próximos 100 anos. O levantamento considerou, inclusive, eventos extremos recentes, como a chuva registrada em agosto do ano passado, quando João Pessoa chegou a acumular cerca de 230 milímetros em menos de 24 horas.

Com base nesse estudo, os imóveis identificados como mais vulneráveis estão sendo desocupados de forma planejada, garantindo segurança e dignidade às famílias atingidas. Para isso, estão sendo construídas 747 unidades habitacionais no próprio complexo Beira-Rio.

Vitor Cavalcante destacou que o número representa um impacto social significativo. “Se multiplicarmos por três ou quatro pessoas por residência, estamos falando de algo em torno de 3 mil a 3.500 pessoas que passarão a morar com segurança naquela região”, explicou.

O entrevistado fez questão de ressaltar que o reassentamento ocorre próximo às comunidades de origem, evitando o deslocamento forçado para áreas distantes da cidade. Segundo ele, a comunidade mais afastada do novo complexo habitacional está a cerca de um quilômetro do local atual.

“São pessoas que já moravam ali, construíram suas vidas naquele território e agora estão sendo retiradas de uma situação permanente de risco de inundação”, concluiu Vitor.

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