Durante participação ao vivo no programa Nem 8 nem 80, Caíque Barreto comentou as especulações sobre possíveis filiações e alianças partidárias, especialmente no campo da direita, e destacou que as decisões políticas não são individuais, mas fruto de estratégias definidas pelos diretórios partidários.
Segundo Caíque, o Partido Novo adotou uma postura de cautela e espera após reuniões realizadas entre outubro e novembro, quando o diretório estadual avaliou o cenário político e decidiu manter essa estratégia até meados de janeiro. O objetivo, conforme explicou, é preservar a coerência ideológica da legenda em meio às articulações em curso.
“O Novo é de direita, o PL diz que é de direita. Então, a estratégia foi caminhar juntos”, afirmou. Caíque fez questão de ressaltar, no entanto, que essa aproximação não representa submissão. Para ele, caso o PL se afaste das pautas que caracterizam o campo da direita, o Novo seguirá seu próprio caminho, mesmo que isso implique dificuldades políticas e eleitorais.
Durante o debate, foi reconhecido que parte do público interpreta essa postura como excesso de concessões. Caíque disse compreender as críticas, mas defendeu a decisão como estratégica. “Se não quiserem o Novo por perto, o partido continua do outro lado da cerca, seguindo sua linha”, pontuou.
Por fim, Caíque Barreto afirmou que, pessoalmente, defende que o Novo tenha candidaturas próprias e chapa completa, mas ponderou que esse movimento depende de viabilidade política e recursos. Segundo ele, lançar nomes sem estrutura apenas para cumprir tabela seria um erro. “Se for para colocar candidato sem condições e fazer feio, é melhor não colocar”, concluiu.

