Política

“Com prefeito preso, Turilândia vive situação inédita e é governada por presidente da Câmara em prisão domiciliar.”

A cidade de Turilândia, no Maranhão, vive uma situação considerada inédita no país. Após a prisão do prefeito Paulo Curió (União) e o afastamento da vice-prefeita Tânya Mendes (PRD), a Justiça determinou que o município passasse a ser administrado interinamente pelo presidente da Câmara Municipal, o vereador José Luis Araújo Diniz (União Brasil), conhecido como Pelego — mesmo ele cumprindo prisão domiciliar.

O município, que tem cerca de 31 mil habitantes e fica a aproximadamente 150 km de São Luís, ganhou repercussão nacional após a deflagração da Operação Tântalo, conduzida pelo Gaeco do Ministério Público do Maranhão. A investigação apura um esquema de corrupção que teria desviado cerca de R$ 56 milhões dos cofres públicos, especialmente das áreas de Saúde e Assistência Social.

Além do prefeito e da vice, a operação resultou na prisão da primeira-dama Eva Curió, de 11 vereadores, empresários e servidores públicos. Segundo o MP, o esquema envolvia empresas de fachada criadas para fraudar licitações e desviar recursos. Em uma das fases da operação, foram apreendidos R$ 2 milhões em espécie.

Pelego também é investigado na Operação Tântalo II. De acordo com o Ministério Público, uma organização criminosa teria se instalado no comando político de Turilândia entre 2021 e 2025, praticando crimes como organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude à licitação e lavagem de dinheiro.

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