Deputados de esquerda criticam ação dos EUA na Venezuela após captura de Maduro, confirmada por Trump.

Parlamentares brasileiros de esquerda reagiram com duras críticas à ação militar dos Estados Unidos que resultou, segundo Donald Trump, na captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Nas redes sociais, deputados classificaram a operação como um ataque à soberania da Venezuela, uma interferência imperialista e uma ofensiva motivada por interesses econômicos, especialmente ligados ao petróleo.
O deputado Ivan Valente (Psol-SP) acusou Trump de retomar uma “sanha imperialista”, comparando a ação a intervenções históricas dos EUA em outros países e defendendo que a comunidade internacional rechaçasse o episódio. Talíria Petrone (Psol-RJ) chamou a operação de “gravíssima”, afirmando que houve bombardeios e que os EUA não estariam interessados em democracia, mas nas riquezas venezuelanas.
Paulo Pimenta (PT-RS) declarou solidariedade à Venezuela e afirmou que o objetivo americano seria controlar o petróleo e os minerais do país. Maria do Rosário (PT-RS) classificou a ação como uma “agressão militar gravíssima e inaceitável”, alegando violação do direito internacional e impacto sobre a população civil. Já Erika Hilton (Psol-SP) disse que não há “nada de nobre” na iniciativa, que, segundo ela, pode aprofundar a instabilidade no país por não prever garantias democráticas ou uma transição de poder.
Do outro lado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou a ofensiva em publicação na Truth Social, afirmando que o “ataque em larga escala” foi um sucesso e que Maduro foi capturado e retirado da Venezuela com apoio das forças de segurança norte-americanas. O governo venezuelano declarou estado de emergência, informou que diversas regiões, incluindo Caracas, foram atingidas e convocou mobilização geral contra o que chamou de ataque imperialista.



