O regime de Nicolás Maduro prendeu, nesta segunda-feira (15), Melquiades Pulido García, coordenador do partido oposicionista Vamos Venezuela, ligado a María Corina Machado. Segundo a legenda, agentes do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional detiveram o dirigente enquanto ele caminhava por Caracas. García sofre de Parkinson e precisa de acompanhamento médico, o que levou o partido a exigir sua libertação imediata, assim como a de todos os presos políticos do país.
Organizações internacionais estimam que a Venezuela tenha cerca de 900 presos políticos. Relatório da Missão de Apuração de Fatos da ONU aponta a Guarda Nacional Bolivariana como parte central da repressão, envolvida há pelo menos uma década em prisões arbitrárias, tortura, espancamentos e violência sexual, sob uma cadeia de comando subordinada diretamente a Maduro.
Enquanto a repressão se intensifica, María Corina Machado permanece em Oslo, na Noruega, após deixar a Venezuela em uma fuga clandestina que durou mais de 13 horas, incluindo travessia marítima em condições extremas. Durante o trajeto, ela sofreu uma fratura vertebral, mas, segundo sua assessoria, segue ativa politicamente e pretende retornar ao país.

